Comitê Executivo do IICA aprova renovação do modelo de cooperação proposto por Villalobos

IICA renova modelo de cooperação técnica para a agricultura

Comitê Executivo define prioridades para os próximos quatros anos. Instituto busca cooperar com os países-membros por meio de quatro projetos e 11 contribuições

Para aumentar o impacto das ações e responder às demandas de assistência técnica agrícola dos países membros com contribuições mensuráveis e verificáveis, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) estabeleceu um novo modelo de cooperação técnica para o século XXI. A implementação da nova forma de trabalho está expressa no Plano de Médio Prazo (PMP) 2014-2018, recém aprovado pelo Comitê Executivo do Instituto, que se reuniu em San Jose, na Costa Rica, em 21 e 22 de maio.

A cooperação técnica para o setor agrícola nos 34 países-membros será oferecida por meio de quatro projetos: Insígnia, Recursos Externos, Ações de Resposta Rápida e o Fundo de Cooperação Técnica (FonCT). Com estes instrumentos, a instituição buscará dar impulso a grandes transformações na agricultura do continente. As mudanças pretendias vão desde melhorar a capacidade dos sistemas agrícolas e agroalimentares até a adoção de um cultura de prevenção de riscos, assim como o incremento da articulação intersetorial entre os órgãos nacionais com ingerência nos territórios rurais de cada país para reduzir a vulnerabilidade econômica de seus habitantes.

“Esperamos aumentar o impacto das nossas ações nos temas que melhor refletem a aspiração por uma agricultura produtiva, competitiva, inclusiva e sustentável, levado em consideração os objetivos do Plano Estratégico 2010-2020”, afirmou o diretor-geral do IICA, Víctor M. Villalobos. Estes desafios incluem melhora a produtividade e a competitividade da agricultura, potencializar a contribuição do setor para o desenvolvimento dos territórios e o bem-estar rural, melhorar a capacidade da agricultura mitigar e se adaptar às mudanças climáticas e utilizar melhor os recursos naturais, além de incrementar a contribuição da agricultura à segurança alimentar. As questões ambientais discutidas na reunião do Conselho remontam às duas últimas edições do Encontro de Ministros da Agricultura das Américas, em 2011 e 2013. Nas duas ocasiões, as autoridades nacionais presentes instruíram o IICA a potencializar a inovação e incentivar a gestão integral dos recursos hídricos. Outro compromisso do Instituto é buscar integrar mais a agricultura familiar às cadeias de valor recursos hídricos.

Quatro instrumentos, 11 contribuições

De acordo com o PMP 2014-2018, os Projetos Insígnia integram verticalmente todos os âmbitos da ação do IICA, do continental ao nacional nos países-membros, e de maneira horizontal em todas as unidades e escritórios do Instituto. Os Projetos Insígnia serão quatro: competitividade ye sustentabilidade das cadeias agrícolas para a segurança alimentar; inclusão na agricultura e nos territórios rurais; resiliência e gestão integral de riscos na agricultura; e produtividade e sustentabilidade da agricultura familiar para a segurança alimentar e economia rural.

Por outro lado, o IICA continuará executando projetos de cooperação técnica com recursos externos, sejam provenientes de governos, organismos bilaterais ou multilaterais e instituições privadas. Com as ações de resposta rápida, o Instituto procurará fazer frente a solicitações de apoio externo, emergencial ou assuntos emergentes e oportunidades de mudanças políticas e econômicas nos países que poderão ser financiadas com recursos regulares ou externos. A quarta ferramenta será o FonCT, um mecanismo competitivo já existente, que será reforçado para financiar, parcial ou totalmente, iniciativas de pré-investimento que gerem propostas de projetos que mobilizem recursos externos, marcados nos objetivos estratégicos.

As 11 contribuições que concentrarão os esforços do IICA nos países são: fortalecer capacidades para o estabelecimento de políticas públicas agrícolas avançadas, implementar processos de inovação, assegurar a sanidade agropecuária e a inocuidade dos alimentos, fortalecer o empreendedorismo e o associativismo nas cadeias agrícolas,reforçar os atores dos territórios rurais para que melhorem a segurança alimentar e o bem-estar, ampliar as capacidades de gestão integradas da água e o uso sustentável do solo e fomentar medidas de adaptação às mudanças do clima, melhorar os programa de segurança alimentar e nutricional locais, incrementar o aproveitamento de espécies nativas, reduzir as perdas de alimentos e matérias-primas e fortalecer a participação dos governos em foros relevantes para a agricultura do continente.

Para alcançar os objetivos, Villalobos assegurou que se adotará a Gestão Orientada por Resultados. O trabalho para se chegar aos resultados propostas será realizado por meio de redes. “O IICA privilegiará a colaboração interdisciplinar e muti-institucional, medianta a formação e articulação de redes de cooperação, tanto no interiores da instituição quanto fora dela”, informa o PMP.

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